
O primeiro ano do novo governo do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi marcado por uma política externa de segurança intensamente ativa, segundo revelou uma reportagem do Jornal Nacional. De acordo com a reportagem, os EUA realizaram bombardeios em sete países diferentes ao longo do último ano, um número que sublinha uma mudança significativa na doutrina de segurança e intervenção do país.

As operações, que abrangem múltiplas regiões do Oriente Médio e da África, refletem a nova Doutrina de Segurança de Trump, que prioriza a ação direta e rápida contra ameaças percebidas, muitas vezes ignorando as restrições e o longo processo de consultas diplomáticas anteriormente praticados.
Escalada de Intervenção
Analistas de segurança e política externa indicam que a nova doutrina parece focar em:
- Combate a Grupos Terroristas: Onde a eliminação de alvos de alto valor e a degradação de capacidades regionais são os objetivos primários.
- Projeção de Força: Envio de uma mensagem clara a potências rivais sobre a disposição dos EUA de usar força militar para proteger seus interesses globais.
- Ataques Autônomos: Uma menor dependência de coalizões militares em comparação com administrações anteriores, favorecendo ações unilaterais ou com parceiros muito limitados.
O alto número de países atingidos levanta preocupações na comunidade internacional sobre a estabilidade regional e o risco de escalada de conflitos. A Casa Branca, por sua vez, defende que as ações são necessárias para proteger a segurança nacional e restaurar a influência americana no cenário global, mantendo a “América em Primeiro Lugar“.
Debate Interno e Desafios
Internamente, o aumento das intervenções militares reacende o debate no Congresso sobre o papel dos EUA como “polícia do mundo” e a autoridade presidencial para o uso da força.
Os críticos da nova doutrina argumentam que a frequência e a amplitude dos bombardeios, atingindo sete nações em apenas doze meses, podem desestabilizar ainda mais regiões voláteis e sobrecarregar o aparato militar dos EUA.
O Pentágono ainda não detalhou publicamente a lista completa dos países envolvidos e os custos exatos dessas operações.



