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Banco de Moçambique Alerta Contra Esquemas Fraudulentos de Financiamento e Donativos

Entidades à margem do sistema financeiro formal utilizam práticas enganosas e exigem pagamentos antecipados, colocando em risco cidadãos e empresas.

O Banco de Moçambique (BM) denunciou a proliferação de esquemas fraudulentos associados a propostas de financiamento de projetos de investimento e de donativos no País. Estes esquemas envolvem entidades que atuam à margem do sistema financeiro formal e recorrem a práticas enganosas para obter pagamentos antecipados.

Num comunicado divulgado recentemente, o banco central refere que tem vindo a registar a atuação de entidades que apresentam propostas com “características típicas de burla“. Estas incluem:

Indicação de montantes irrealistas.

Utilização de canais de transferência não reconhecidos pelo sistema financeiro nacional, frequentemente designados como “codificados“.

Exigência de pagamentos prévios como condição para a suposta libertação de fundos.

De acordo com o documento, as propostas fraudulentas incluem ainda a emissão de documentos de transferência não reconhecidos pelos bancos comerciais, bem como a prestação de informações pouco claras, contraditórias ou incompletas, fatores que elevam o risco de prejuízos financeiros.

Recomendações e Exigências do BM

Perante este cenário, o Banco de Moçambique não recomenda a efetivação de pagamentos antecipados como requisito para o desbloqueio de fundos alegadamente provenientes do exterior, sublinhando que tal prática constitui um forte indício de fraude.

O banco central exige o cumprimento obrigatório dos instrumentos legais que estabelecem deveres rigorosos de avaliação de risco, identificação, verificação e diligência, no âmbito da prevenção e combate ao branqueamento de capitais, ao financiamento do terrorismo e à proliferação de armas de destruição em massa.

O Banco de Moçambique recomenda ainda que os potenciais beneficiários procedam à verificação da credibilidade dos financiadores ou doadores, através de:

  • Análise do respetivo perfil de risco.
  • Recolha de informações sobre investimentos semelhantes realizados noutros países.
  • Avaliação de projetos em curso no território nacional.
  • Confirmação da utilização prévia do sistema financeiro nacional para envio de fundos.
  • Obtenção de dados sobre eventuais sócios ou representantes locais.

O BM sublinha que qualquer proposta de financiamento ou donativo que apresente sinais de irregularidade deve ser analisada com elevada prudência, de forma a mitigar a ocorrência de burlas e outros atos fraudulentos que colocam em risco a estabilidade do sistema financeiro e a confiança dos agentes económicos.

Fonte: opais.co.mz

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